Categoria: Viagens

Diários de Londres #2 – Meu primeiro dia aqui!

Acordei na quinta-feira com o sol no rosto. O quarto estava uma claridade absurda, pois a janela não tinha uma cortina nem uma persiana. Fui olhar as horas: 6h. Como está chegando o verão aqui, os dias são bem longos.
Não tinha mais sono. Só tinha vontade de levantar e começar a viver essa aventura maluca que é morar aqui. Me vesti e saí logo do albergue.

Dei de cara com uma Piccadilly Circus deserta, completo oposto do agito da noite anterior. Ainda era cedo e apenas algumas pessoas caminhavam com pressa para chegar ao trabalho. Parei um pouco para observar aquele lugar. Já era dia, mas o sol ainda não havia penetrado ali, escondido atrás daqueles prédios antigos.

Estava um pouco mais frio do que eu imaginava. Entrei em um McDonald’s onde tomei um café quentinho com donut e bisbilhotei num jornal, desses gratuitos que distribuem por aqui no metrô, que estava em uma mesa. Voltei para o hostel, coloquei calça e jaqueta (eu tinha colocado um vestido antes), organizei as minhas coisas e fechei a mala. Desci para fazer o check-out e deixar a mala no locker do albergue para passar o dia.

Desci para a estação de metrô e comprei um passe ilimitado de transporte, o Oyster Card, para uma semana. Parei para me situar e organizar o caminho que eu precisava fazer. Descobri rapidamente a lógica daquela teia de aranha que é o mapa do metrô de Londres e já saí para procurar a linha e sentido que eu precisava.

Depois da emoção de andar no metrô londrino pela primeira vez, cheguei na delegacia em Borough para fazer o registro obrigatório a todos os estudantes que ficarão aqui por mais de 6 meses, como eu. Esperei um pouco mas foi tudo bem eficiente e tranquilo.

Saindo de lá, voltei ao metrô novamente para ir à minha escola. A The English Studio fica bem em frente à estação de Holborn, onde passa a Central Line, então vai ser muito bom e muito fácil circular por ali. Fiz o teste de inglês e fiquei no nível Advanced. Terei aulas de segunda à sexta das 9 às 12h.

Também já encaminhei meu pedido para abertura de conta corrente no Barclays, um banco daqui para eu receber meu futuro salário, e o meu passe de estudante para o transporte, que tem um descontão. Saindo dali, sentei para almoçar um sandubão de baguette no Eat. – uma rede daqui. Depois, saí caminhando meio sem rumo e explorando o que encontrava pela frente.

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A famosa cabine vermelha! Tem por tudo, aqui!

Fui na direção sul e encontrei uma pequena igrejinha, chamada St. Clement Danes, já na avenida The Strand. Uma graça. Entrei, sentei no banco para admirar o interior dela e depois agradeci por estar aqui, por estar bem e por todas as coisas boas dessa vida.

Cheguei na estação de Temple e subi num terraço que tinha ali. Tive uma grata surpresa ao me dar conta que eu já estava na beira do Rio Tâmisa e já avistar a London Eye e o Big Ben. Fiquei por ali absorvendo aquilo tudo por um tempo e depois peguei o metrô ali mesmo para a estação de Westminster, onde eu tinha combinado de encontrar a Leila.

A primeira vez que vi o Big Ben!
A primeira vez que vi o Big Ben!

Mais chocada ainda fiquei quando saí da estação e dei de cara com o Big Ben de novo, mas dessa vez ali, bem pertinho. Estava no pé dele! Mal deu tempo de olhar muito e já encontrei a Leiloca querida. Saímos dali a pé e fomos até Oxford Street botando as conversas em dia e admirando a cidade.

Comprei na T-Mobile um telefone celular rosa bem bonitinho, pré-pago, por 25 libras. Circulamos pelas lojas sem comprar nada e depois fomos até o albergue pegar a minha mala para levarmos para a casa da Leila. Foi aquela confusão no metrô, mas o pessoal é muito gentil e algumas vezes nos ajudaram a carregar escada acima ou escada abaixo, até chegarmos na estação All Saints, onde fica a casa dela.

A região, East London, é bem interessante e diferente do que se imagina de Londres. São pessoas mais simples, de tudo que é tipo e lugar, vários restaurantes e lojas de comidas étnicas, e habitações mais populares. Mulheres de sari e de burca com crianças. Muitos africanos, indianos e muçulmanos, misturados com ingleses mais humildes. É uma região mais pobre, mas ainda assim tranquila, segura, razoavelmente limpa e com estrutura de transporte, escola, biblioteca e comércio muito acessível e a 15 minutos do centro.

O prédio da Leila fica num calçadão bem em frente à estação do metrô (nesse caso, DLR), então é só atravessar a avenida. Também tem um mercado de rua e um mercado Sommerfield bem no final da quadra, o que facilita bastante a vida. O único problema é que enquanto eu ficar aqui eu não terei a chave do apê, assim ainda dependo dos horários da Leila para vir pra casa. Mas a gente dá um jeito e ela está sendo uma amiga maravilhosa, uma irmã pra mim, muita sorte ter alguém assim logo na chegada.

A Leila aluga um quarto bem espaçoso com armário embutido e uma cama de casal. Vou ficar com ela até conseguir outro lugar para morar. No apartamento moram ainda um mexicano e um africano em cada quarto e três italianas que dividem o cômodo que seria a sala. Temos uma cozinha e um banheiro de bom tamanho para uso comum.

Tomei um banho, acomodei um pouco das minhas coisas e fomos num pub perto de Bank. Lá jogamos muita conversa fora, comemos umas batatinhas e tomamos uma cerveja. Depois voltamos para casa e dormimos, encerrando mais um dia maravilhoso e cheio de descobertas em Londres.

Diários de Londres #1 – Cheguei!

Nem acredito que estou aqui. Realizando esse sonho. Cheguei, então vou começar o diário dessa aventura incrível que está começando.

Saí de Porto Alegre na terça-feira à tarde e cheguei em Buenos Aires. Por lá fiz um lanchinho e umas comprinhas no freeshop (nada como começar uma história nova com um perfume novo, assim sempre que sentir esse cheiro vou lembrar disso tudo). Embarquei para Madri à noite e foi um voo tranquilo.

Chegando em Madri na quarta-feira pela manhã já estava um calorão, tive que comprar uma blusa de manga curta no freeshop de lá e me trocar. Atravessei aquele aeroporto enorme até achar o portão de embarque para Londres e, assim que achei, pude relaxar e comer alguma coisa.

Depois de um voo turbulento (uma lágrima escorreu de medo), cheguei no aeroporto de Gatwick já no meio da tarde e passei tranquilamente pela imigração. A única pergunta mais difícil, modéstia à parte, foi “por que você veio para cá aprender inglês se você já fala tão bem”, em que expliquei que queria pegar a fluência e tirar uma certificação.

Logo na saída já foi possível comprar o ticket do trem que me traria para o centro de Londres. Assim que peguei minha mala, achei um telefone público para ligar para a minha amiga Leila (que já mora aqui há 3 anos). Combinamos de nos encontrar na estação de London Bridge ao invés de Victoria, nosso acordo anterior. Quando cheguei na estação de trem do aeroporto, tive que trocar o meu passe de trem, e o senhorzinho foi muito gentil, acho que notou a minha alegria e ansiedade em chegar em Londres.

Estava tudo indo tão bem e eu estava tão eufórica que não entendi absolutamente nada quando, quase uma hora depois, desembarquei na estação de London Bridge e vi uma multidão correndo na minha direção. Demorei para assimilar o que estava acontecendo, até que resolvi perguntar para uma funcionária que me disse que todas as estações estavam fechando e que as pessoas estavam correndo para pegar os últimos trens.

Arrastei minha mala até um telefone público para ligar novamente para a Leila, que me confirmou o fato, dizendo que desde os atentados qualquer coisa é motivo para parar tudo e investigar até que a situação seja esclarecida – qualquer sacola esquecida em estação já parece ameaça de bomba. Ela estava num pub vendo a final da Liga dos Campeões da Europa entre Liverpool e Milan e não teria como vir ao meu encontro.

Como eu já tinha uma reserva no hostel Piccadilly Backpackers, resolvemos que eu seguiria meu rumo e nos encontraríamos no dia seguinte. Fui para a fila de táxis da estação, esperei um bom tempo mas consegui chegar no albergue 15 libras mais pobre. No caminho, já me apaixonei e me deslumbrei pela beleza da cidade ao entardecer…
Fiz check-in, deixei a mala no quarto, saí para conhecer as redondezas e jantar alguma coisa. De primeira, já dei de cara com os luminosos de Piccadilly Circus. Era tanta gente circulando, tanto barulho, luz e cor que foi difícil de assimilar. Esse lugar ferve, é cheio de vida. Difícil de descrever. Tentei me dar de conta de quem eu era e de onde eu estava, e do tamanho da minha sorte.

A fome veio e encarei um belo Burger King entre os milhões de turistas e jovens que circulam naquela região. Sentei no pé de uma estátua que tem ali mesmo, como tantos outros transeuntes fazem, e comi meu lanchinho bem feliz. Observei a quantidade de teatros ali da volta, os diversos e famosos restaurantes e lojas, e pensei em tudo que eu ainda tenho para viver aqui. A quantidade de gente diferente, de tudo que é canto do mundo. O fluxo intenso, as risadas, os ônibus vermelhos de dois andares cruzando na minha frente. A plaquinha do acesso ao metrô, bem ali. Eu estou em Londres!

O cansaço me bateu, após tantas horas de voo, de aeroportos e de ansiedade, e voltei para o albergue (que era sujinho e mal conservado, mas dava pro gasto). Como os banheiros são compartilhados, cruzei com uma menina enrolada na toalha e com um cara só de cuecas pelo corredor, e achei graça, falando para mim mesma que ainda vou ver muitas dessas diferenças culturais e muita loucura na convivência com uma galera nova longe de casa, muitos pela primeira vez.

Consegui tomar um banho bem ok e voltei para o quarto, onde arrumei a cama com os lençóis e a coberta que eu trouxe de casa. Observei pela janela do quarto escuro a parte alta de um círculo colorido. Cheguei mais perto para ver melhor. Ao fundo daquela vista, a London Eye me deu boa noite e me desejou as boas-vindas à Londres! Dormi feliz.

Nosso dia em Trancoso, na Bahia

Fomos de carro passar o dia em Trancoso, conhecer a Praia dos Coqueiros e o famoso “Quadrado”. Infelizmente o tempo estava bem nublado, quase chuvoso, então as fotos não ficaram boas. Nem o mar estava claro naquele dia, e ainda estava super de ressaca (o mar, não eu ;P).

Deu para conhecermos um pouquinho desse charmoso vilarejo e torcer para voltarmos lá em um belo dia de sol!

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No caminho já deu pra ver que o tempo não iria ajudar muito! Aliás, é uma estrada muito bonita, pois passa pertinho do Parque Nacional Pau Brasil.
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A Praia dos Coqueiros e a ressaca…
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O sol até tentou aparecer…
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Mas tem um charminho, né?
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Lá de cima do Quadrado, atrás da Igreja, tem uma bela vista da praia!
Imagina em um dia de sol!
Imagina em um dia de sol!
Igreja de São João Batista, uma graça! (na foto com papi)
Igreja de São João Batista, uma graça! (na foto com papi)

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As casinhas coloridas no Quadrado de Trancoso.
São várias lojinhas de artesanato, muito lindinho!
São várias lojinhas de artesanato e muito verde, muito lindinho!

O lugar é um amor, quero muito voltar lá ainda! Então por hoje é isso! Bjs.

Feriadão em Montevideo

Neste feriadão de Corpus Christi fomos de carro à Montevideo. Eu com o pai e a mãe, e os queridos amigos Mari, João e Rafa em outro carro. Saímos daqui na quinta-feira cedinho e fizemos uma parada em Chuy para almoçar e dar uma olhada nos free shops (amor eterno). Chegamos tarde em Montevideo, onde nos hospedamos no Hotel London Palace (antigo e simples, mas maravilhoso!).

Na sexta-feira cedinho, depois do café já saímos para passear a pé, percorrendo os principais pontos do centro histórico. Fomos do hotel até a Avenida 18 de Julio, até a Plaza Independencia e de lá até o Mercado Del Puerto, onde almoçamos uma parrilla típica.

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Por pouco não pegamos um balletzinho!

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À noite fomos assistir ao show e jantar no El Milongon, uma casa de espetáculos tradicional que apresenta tango e outras danças (meio “pega turista”). Algumas apresentações foram bem bonitas e nos divertimos.

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Casa de shows “El Milongón”

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No sábado fomos conhecer a Fortaleza General Artigas, que fica um pouco mais afastado do centro. É um lugar lindo, num ponto mais alto da cidade, com uma vista linda para o Rio da Prata.

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Dentro tem uma exposição bem legalzinha!
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Vista de Montevideo

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Depois fomos tirar umas fotos do Palacio Legislativo, um prédio impressionante! Também passamos pela Estação de trem General Artigas, que é super antiga e bonita. Depois passeamos por Pocitos e jantamos pelo shopping que tem por lá. No domingo retornamos, após um feriado maravilhoso em Montevideo!

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Palacio Legislativo
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Estación Central
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Por Pocitos!