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Zorba, O Grego – pelo Ballet de Santiago

Na última sexta-feira eu e a mãe fomos assistir ao Ballet de Santiago no Auditório Araújo Vianna, aqui em Porto Alegre. Fazia tempos que eu queria fazer um programinha com ela, então comprei com antecedência bons ingressos e assistimos à um belo espetáculo. Ainda tenho a vantagem de ser estudante e a mãe já paga ingresso sênior, então vale muito a pena aproveitar essas atrações quando estão na cidade, sai bem em conta (2 por 1).

 

Programinha mãe e filha 💕 #ballet #balletdesantiago #araujovianna

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Outros dois motivos que me levaram à essa apresentação foi o fato de uma gaúcha dos meus tempos de bailarina se apresentar por esta companhia e o fato da ilustre Marcia Haydée estar no comando atual do Ballet de Santiago. Com certeza seria um bom espetáculo.

Fiquei bem surpresa ao chegar em frente ao Auditório na Redenção e achar tudo muito tranquilo: bastante movimento, bem iluminado e viaturas policiais. É bem bonito lá à noite. Depois de entrarmos e nos acomodarmos naquelas cadeiras de madeira (também surpreendentemente confortáveis), percebi que de qualquer lugar / assento no Araújo Vianna se tem uma boa vista do palco. Nossos lugares eram ótimos.

 

ballet_de_santiago_ingresso

 

Havia um cenário razoavelmente simples montado no palco que notavelmente tem pouca estrutura (sem cortinas ou coxias). O espetáculo começou um pouco depois das 21h e não teve intervalo, e acho que teria sido desnecessário já que o ballet não era tão longo.

Logo nos primeiros minutos percebi que havia alguma coisa errada, pois dava para notar que os bailarinos estavam se contendo para os saltos e giros. Mas depois de uns 15 minutos, TUDO parou e a própria Márcia Haydée entrou no palco e pediu desculpas, pois não iriam continuar a apresentação com o piso “daquele jeito”, arriscando machucar os bailarinos.

Dava para ver mesmo uma camada fina de pó no linóleo. Logo entrou um pessoal da limpeza para passar um rodo, alguns bailarinos vieram “testar” o piso, a Márcia veio agradecer e informar que eles começariam novamente do início pois não haviam conseguido executar bem na primeira vez. Tudo assim, “no aberto e no claro”, já que o palco não tem cortina.

O ballet recomeçou, e então sim, com força total. Os bailarinos eram maravilhosos e ótimos intérpretes, com fortíssimo destaque para a Michelle Bittencourt (nossa representante gaúcha) que mais atuou do que dançou (mas muito bem, que orgulho!), para o Rodrigo Guzmán que fazia o papel da figuraça grega “Zorba” e para a incrível técnica e leveza do bailarino José M. Ghiso.

Ao final da apresentação a platéia ficou contagiada e não havia jeito de parar com as palmas. Todos aplaudindo em pé, até que a companhia repetiu a ultima dança, uma alegre música grega com a galera toda batendo palma com o ritmo da música. Muito bacana!

Apesar da simplicidade do teatro, dos figurinos e etc., fiquei muito feliz de ver um espetáculo tão focado no desempenho dos bailarinos, com qualidade técnica, muito bem ensaiados, papéis muito bem interpretados. Já cansei de ver na cidade produções “engana turista” que deixam muito a desejar. O Ballet de Santigo ganhou meu coração e a Márcia Haydée também (que coragem parar tudo e começar do zero, hein? #colhões).

Abaixo uma reportagem com mais informações sobre o espetáculo e um vídeo com trechos do espetáculo. Se passar na sua cidade, não deixe de ir. 😉

 

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Fonte: Zero Hora / ClicRBS (link)

 

 

Diários de Londres – assisti ao La Scala Ballet!

A programação cultural foi intensa no findi! 🙂 Se no sábado assisti ao Fantasma da Ópera, no domingo foi dia de ir à Royal Opera House assistir ao ballet do famoso Teatro Scala de Milão, que apresentou A Bela Adormecida. É sensacional a quantidade de atrações que tem nessa cidade! Todos os ballets do mundo vem fazer temporada aqui, isso sem falar na quantidade de musicais e teatros em cartaz!

Aproveitei o passeio para tirar fotos do teatro, afinal já é a 2038274034928ª vez que vou ali e ainda não tinha registros! A apresentação foi muito bonita e “pomposa”, com cenários e figurinos to die for – mas os bailarinos eram apenas bons (acho que fiquei muito exigente depois de conhecer a maravilhosidade do Royal Ballet).

(se preparem para muitas selfies).

Essa estátua de bailarina fica bem em frente ao teatro, um amor!
Essa estátua de bailarina fica bem em frente ao teatro, um amor!
A famosa fachada - dream come true!
A famosa fachada – dream come true!
O cartazinho do espetáculo!
O cartazinho do espetáculo!
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Já dentro do teatro, um bar muito elegante!
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Vista de Covent Garden!
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No intervalo, vista de um dos salões de espera.
E, finalmente, dentro do teatro!
E, finalmente, dentro do teatro!

Diários de Londres #3 – Assisti ao Royal Ballet!

A sexta-feira chegou e acordei junto com a Leila para sair. Tomamos um café da manhã em casa (iogurte, pão e frios) e fomos de DLR até onde fica o trabalho dela para eu saber onde é. Fica em Canary Wharf, um bairro cheio de prédios altos e espelhados onde funciona o novo centro financeiro da cidade. Tudo muito novo em uma área de docas revitalizada, adorei! E fica a apenas algumas estações do apartamento.

De lá, segui de metrô até a estação Liverpool Street, e depois a pé até a Admiral Group, uma agência de empregos temporários indicada por amigos. Fiz um cadastro e uma entrevista e agendei para a próxima semana um curso de Saúde e Segurança que vai me possibilitar trabalhar para eles. Foi tranquilo e fiquei bem feliz de eles terem me aceitado e achado meu inglês suficiente.

Almocei um sanduíche no Pret a Manger (outra rede daqui) que tem ali perto da agência e segui de metrô para Covent Garden, para realizar mais um sonho antigo. Desci na estação e caminhei mais um pouco para onde já conseguia avistar aquele prédio branco, grande e lindo. A Royal Opera House estava, finalmente, ali na minha frente.

Dei a volta pela rua lateral do teatro pois queria entrar pela entrada principal. Fiquei parada um tempo ali observando aquelas portas de vidro e os cartazes anunciando os espetáculos. Algumas coisas por aqui me causam uma sensação avassaladora, e essa visão foi mais uma delas. Eu lá, sozinha, em Londres, na frente daquele teatro que por tantas vezes vi nos ballets das minhas fitas VHS, prestes a entrar naquele santuário de tantos bailarinos incríveis.

Nada me decepcionou. O teatro é antigo, mas é super moderno, uma mistura incrível. Circulei aonde podia, no saguão, corredores e lojinha, peguei alguns livretos e panfletos gratuitos e parei em frente a bilheteria. Naquela noite tinha apresentação de O Lago dos Cisnes. Eu já tinha visto a programação antes de sair do Brasil e sabia que estava em temporada, mas não me recordava os dias, horários e espetáculos.

Não resisti e comprei um ingresso de 15 libras para aquela apresentação. Foi só o tempo de voltar para a casa da Leila, tomar um banho, me arrumar e voltar para Covent Garden. Quando cheguei ao teatro, pude notar a eficiência britânica. O serviço é impecável, tem ajudantes espalhados por todos os lugares para te ajudar a chegar no assento comprado.

Comecei a subir as escadas, notando as fotos nas paredes, o tapete vermelho por tudo, a tranquilidade das pessoas (tipo “vamos ali assistir ao melhor ballet do mundo?”). Tudo muito civilizado e bonito. Peguei um programa e entrei no teatro.

Lá em cima no mezanino, onde ficava meu assento, já pude enxergar a decoração daquele espaço maravilhoso – tudo em vermelho e dourado, uma lindeza só. Quando me sentei, é que percebi a famosa cortina em veludo vermelho com as inscrições em dourado E&R que milhares de vezes vi pela televisão nos ballets. Quando as luzes diminuíram e orquestra começou a tocar, não contive a emoção de estar ali. Foi demais pra mim. É demais pra mim. Ainda não acredito que estou aqui, como se prestes a acordar de um sonho.

Pelos vários atos que se passaram (O Lago é um ballet longo), as horas foram rápidas demais. Curti cada segundo daquele espetáculo e vou me lembrar para sempre desse sentimento. Foi tudo muito: o teatro é maravilhoso, o ballet é legendário, os bailarinos impecáveis, os cenários e efeitos incríveis e a orquestra ao vivo um arrepio emocionante!

Saí de lá nas nuvens! Mas, como o espetáculo era comprido, já estava quase na hora do metrô fechar. Corri para pegar uma estação aberta e cheguei em casa bem. Pensei em boa parte do trajeto em como é difícil se desapegar do medo, já que no Brasil eu jamais estaria andando sozinha naquela hora de transporte público. Aqui é muito tranquilo e seguro, apesar de eu não conseguir me descuidar.

Assim encerrei mais um dia de sonho nessa cidade linda, pensando em como vai ser incrível a quantidade de coisas que eu ainda vou ver e fazer por aqui.